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Projeto criará facilidades de acesso no imóvel
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Uma área equivalente a 1.700 metros quadrados de cobertura será totalmente recuperada, até maio de 2009, na Ala Nobre da Faculdade de Medicina, com a continuidade das obras de restauração do imóvel, no Terreiro de Jesus. Desde maio, quem visita a instituição histórica já nota a cobertura provisória instalada em parte do telhado, para viabilizar as obras civis do processo de restauração.
Para minimizar os transtornos ao funcionamento da faculdade, a Ala Nobre foi dividida em cinco setores, que serão recuperados gradativamente. Os serviços incluem a execução da cobertura provisória, recuperação da cobertura, das esquadrias, do forro e estrutura de forro, piso e estrutura de entrepiso, além da instalação da infra-estrutura técnica de suporte às funções administrativas.
À medida que o serviço for finalizado em um trecho, a equipe imediatamente desloca a cobertura provisória para a área seguinte e dá continuidade à restauração. No momento, a obra é executada em uma área de 450 metros quadrados, facilmente avistada da Rua Alfredo Brito, no Pelourinho.
Serviços previstos
Essa primeira área é a única da faculdade que possui laje e estrutura de viga invertida. Lá, os profissionais já retiraram dois ninhos de cupim e atualmente trabalham na remoção das telhas e prospecção para identificar o estado geral do madeiramento. Entre os serviços que serão executados estão a impermeabilização, troca de telhas cerâmicas, das calhas e do madeiramento danificado, Constam, ainda, do projeto a instalação de sistema de drenagem e de uma manta térmica, que funcionará como material isolante de reforço contra eventuais infiltrações.
“A manta será instalada afastada das telhas, garantindo o funcionamento como isolante térmico, o que reforça a drenagem e protege ainda mais a estrutura da cobertura da umidade por infiltrações”, explica o arquiteto e especialista em restauração, Yoanny Rodriguez, da Sete43 Arquitetura, empresa responsável pelo projeto. Outra preocupação é com a manutenção pós-obra. Para isso, será instalada acessibilidade na cobertura, visando facilitar as inspeções de rotina e a limpeza das calhas. Mas que ninguém pense que o trabalho de restauração, nessa etapa atual, está restrito apenas à cobertura do imóvel.
No interior do prédio, outros profissionais também já dão andamento aos demais serviços de recuperação da Ala Nobre. As equipes trabalham na avaliação das esquadrias, na instalação da infra-estrutura elétrica e hidráulica, na construção de uma copa (de apoio para eventos) e de novos sanitários da área administrativa e diretoria, além da adequação do layout do primeiro pavimento.
Pisos e clarabóia
O primeiro pavimento da faculdade abriga hoje as salas da diretoria, da assessoria, do setor administrativo, do acervo, do Secretário, da Congregação e dos Lentes. A configuração original das salas dos Lentes, da Congregação e do Secretário será mantida, mas as salas da diretoria e assessoria mudarão de lugar, e a faculdade ainda ganhará um espaço para conferências e três salas de departamentos.
Essa fase das obras contemplará ainda a restauração de pisos, forros, esquadrias, fachadas (recuperação e pintura) e do saguão; a instalação de infra-estruturas elétrica, hidráulica e para ar condicionado e a substituição da clarabóia próxima à escadaria principal, que apresenta estado avançado de corrosão em toda a sua estrutura metálica. Todos esses serviços fazem parte da primeira etapa do Projeto de Restauração do Complexo Monumental da Faculdade de Medicina, iniciado em 2007 pela Universidade Federal da Bahia, com o apoio do Ministério da Cultura e patrocínio de R$ 3 milhões da Petrobras.
Com os recursos da empresa, já foi restaurado integralmente o Salão Nobre da faculdade, cujas obras consumiram 10 meses e permitiram recuperar a cobertura, as pinturas artísticas, os pisos, janelas, portas, instalações elétricas, lustres de cristal e mobiliário de madeiras nobres. Graças à restauração, o espaço – tradicionalmente usado para as principais solenidades da instituição – pôde reabrir as portas em fevereiro deste ano para a comemoração dos 200 anos da faculdade baiana.
As obras em andamento estão a cargo da CLM Engenharia, com supervisão da Sete43 Arquitetura e fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a Faculdade de Medicina integra o conjunto de imóveis tombados no Centro Histórico da cidade. Os funcionários da CLM e da faculdade têm trabalhado juntos na proteção dos bens integrados durante as obras. Quadros, móveis, fotografias e demais objetos são cobertos ou embalados com plástico-bolha, a fim de evitar quaisquer danos durante o período de restauração.
Assessoria de Comunicação Social
9.6.2008
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