A tradicional Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus, comemora hoje (dia 18) 200 anos de fundação, em meio a uma ótima notícia: a restauração do seu Salão Nobre. Entre as várias melhorias executadas no espaço, estão a recuperação da cobertura e do piso, das esquadrias, a recomposição do forro, a restauração do mobiliário e das pinturas artísticas que cobrem as paredes do Salão.
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Obras são concluídas e espaço é devolvido à sociedade
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As intervenções integram o Projeto de Restauração do Complexo Monumental da Faculdade de Medicina, lançado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ministério da Cultura, Petrobras e Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapex) em março de 2007, com a finalidade de restaurar o imóvel e os bens que integram o seu patrimônio, além de complementar algumas obras já realizadas no prédio. O projeto será desenvolvido em etapas e, em seu primeiro ano, recebeu patrocínio de R$ 3 milhões da Petrobras, com o apoio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura.
Com o aporte da companhia de petróleo, foi possível iniciar a primeira etapa do projeto, que prevê a recuperação de toda a Ala Nobre da faculdade. Eleito alvo prioritário nessa fase inicial, o Salão Nobre (espaço que costumava abrigar as principais solenidades da instituição) já exibe o resultado de 10 meses do trabalho intenso e minucioso das equipes de restauradores. A cobertura, que há um ano encontrava-se bastante danificada e em função disso provocava infiltrações visíveis no Salão, foi completamente recuperada, incluindo a substituição de madeiramento e telhas, instalação de sistema de drenagem de água pluvial e serviço de impermeabilização.
Pinturas e móveis
No caso das pinturas artísticas, o trabalho contempla a recuperação (em fase de acabamento) de uma área equivalente a 306 m² de paredes do Salão, onde são retratados vultos da medicina, além da cimalha do forro e do brasão central. A parte do mobiliário já foi concluída, o que representou a restauração de 128 cadeiras com assento em palha, três com assentos e encostos em palha e braço, duas austríacas, sete cadeiras giratórias, três cadeiras doutorais, além de 18 cadeirais, guarda-corpo, mesa principal e púlpito. Foram recuperados, ainda, oito lustres de cristal e uma arandela.
A restauração do mobiliário e das pinturas parietais é executada pela Restaurarte Restauração Ltda. Já as obras na cobertura, pisos, janelas e recomposição do forro ficaram a cargo da CLM Engenharia. O trabalho é supervisionado pela Sete43 Arquitetura Ltda e fiscalizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Assessoria de Comunicação Social
18.2.2008
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